Marie Joseph Guichard, sucessora de Mme. Ehrenfried, nos fala sobre as origens da Ginástica Holística

Marie Joseph Guichard, sucessora de Mme. Ehrenfried, nos fala sobre as origens da Ginástica Holística em nosso trabalho: “em convesa com Mme. Ehrenfried, tentei descobrir como Elsa Gindler chamava o trabalho que desenvolveu. Chegamos a conclusão que nominar este trabalho era uma tarefa muito difícil”.

Fomos procurar o sentido etimológico da palavra “ginástica”: arte de fortificar e de flexibilizar o corpo através de exercícios apropriados. É neste sentido que desejamos sua compreensão.

  • O adjetivo “holística” vem do grego holos: que se refere ao todo. Este adjetivo é muito usado nos paises anglo-saxônicos. L.A.E.D.E. colocou o termo de “Ginástica Holística” como uma marca para que seja garantido o curso de formação que o professor deve seguir para ser reconhecido pela Associação como um praticante.
  • Foi também procurado uma imagem que simbolizasse nossa ação. Foi encontrado este curioso homem apoiado solidamente sobre suas pernas, os braços fazendo um arco acima da cabeça.
  • Esta figura se encontra no Egito, em escritos hieroglíficos, mas também no Oriente. Esta que é nosso objeto de estudo foi descoberta no sul da Espanha, nas fronteiras Leste da Andaluzia, nas grutas próximas à Alméria (Cuerva de los Letreros). Ela foi desenhada por homens do período neolítico.
  • Os Ibéricos o chamavam pelo nome de Indalo do Senhor, por excelência: Deus. A rais Ibérica ainda quer dizer potência, força. Na língua basca, a qual se atribui uma ascendência Ibérica, existem as palavras Indartzu: forte, e Indarthum: potência.
  • Sua atitude é a do equilíbrio, da força. Com o arco que ele sustenta acima, ele suporta o céu e o universo ou ele se protege das forças cósmicas? Ele pode ser igualmente a representação de um padre, aquele que sabe. Cada um pode escolher sua própria interpretação e achar uma ligação com o objetivo desejado em nosso trabalho: ser forte e se proteger.
  • Vamos dividir com vocês nossas descobertas sobre a história desta escola. O ramo francês dos alunos de Elza Gindler com Lily Ehrenfried e Alice Aginski tem certa característica: Alice Aginski possui em Berlim, estudos universitários literários. Durante os anos de 1926 a 1928 ela seguiu o curso de formação com Elza Gindler, continuando a trabalhar com ela até 1933, ocasião em que ela deixa a Alemanha, instalando-se na França, ela obteve o diploma de Fisioterapeuta assim que o mesmo é criado.
  • Lily Ehrenfried, primeira turma de formação de Elza Gindler. É a pedido dela que Elza Gindler começa o ensino dos futuros profissionais em 1921. Ela continua também a freqüentar as aulas de Elza Gindler até 1933.
  • Depois de sua formação, L.Ehrenfried decide estudar medicina. Solicita, então, sua inscrição no curso de anatomia – estudo que ela desejaria aprofundar – na faculdade de medicina em Berlin.
  • Em Paris, depois da guerra, seu diploma de doutora em medicina não é reconhecido. Ela obtém, então, o diploma de Fisioterapeuta, estimulada por Boris Dolto.
  • Estas particularidades dão à nossa escola uma orientação mais médica que nos outros países, onde ela é mais educativa que re-educativa (ou artística), conservando em comum este objetivo: o do conhecimento de si mesmo, o verdadeiro caminha de uma evolução pessoal.
  • Mme. Guichard trabalhou com a Dra. Ehrenfried por 20 anos e a partir de 81 ela foi escolhida como formadora no método. Criou o jornal L´Echos e contribuiu enormemente para a consolidação do método tanto na França quanto em outros países, através de Cursos de Formação Internacional.
  • Contribuindo para a difusão do método, Mme. Guichard nomeou, em 2002, Catherine Casini (França) e, em 2003, Lucie Tetralt (Canadá) e Patrícia Lacombe (Brasil), como sucessoras e formadoras oficiais do método, cada qual em seu país